Um ano após empresário ser encontrado morto em buraco no Autódromo de SP, polícia ainda não sabe quem o matou

  • 29/05/2026
(Foto: Reprodução)
Quem matou Adalberto Junior? Crime completa um ano, mas ainda não foi solucionado Um ano após a morte do empresário Adalberto Amarilio dos Santos Júnior, de 35 anos, encontrado dentro de um buraco de obra no Autódromo de Interlagos, na Zona Sul de São Paulo, a Polícia Civil ainda não conseguiu concluir a investigação nem identificar quem matou a vítima. Dono de uma rede de óticas e casado, Adalberto sumiu em 30 de maio de 2025 após participar do festival de motociclismo no lugar. O corpo dele foi encontrado em 3 de junho em um buraco estreito de uma obra na área do kartódromo. Ele vestia jaqueta, camiseta e cueca, mas estava sem calça nem tênis, segundo os policiais. O laudo pericial da Polícia Técnico-Científica concluiu que o empresário teve morte violenta por asfixia. Ainda não se sabe se causada por esganadura (já que foram encontradas escoriações no pescoço dele) ou por compressão torácica (alguém pode ter comprimido o pulmão da vítima com o joelho). A principal hipótese do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação, é que Adalberto tenha entrado em uma área restrita do kartódromo e discutido com um segurança. Segundo os investigadores, ele pode ter sido morto durante a briga. A polícia, no entanto, afirma que a linha investigativa ainda não foi comprovada. “É um crime que foi difícil de elucidar. Não é incomum, né? Têm, às vezes, casos que a gente leva até mais tempo”, afirmou a diretora do DHPP, Ivalda Aleixo. Corpo de empresário foi encontrado em buraco no Autódromo de Interlagos Reprodução A Polícia Civil investiga se seguranças estão envolvidos no homicídio do empresário encontrado orto num buraco no Autódromo de Interlagos, na Zona Sul de São Paulo . Ela disse que a falta de imagens, testemunhas e registros do que aconteceu na noite do desaparecimento tornou a investigação mais complexa. “Não tem uma imagem, nada. Uma discussão dele com alguém, uma ameaça que ele recebeu. Qualquer coisa que pudesse ter causado aquilo. Não temos relatos de uma briga, nada. Ele não chega até o carro. Então, tudo isso é intrigante”, disse. A polícia investiga funcionários de duas empresas de vigilância, Malbork Serviços de Vigilância e Segurança e a ESC Fonseccas Segurança Eirelli, que atuavam no local naquele dia. Uma das empresas deixou de citar dois nomes na lista de funcionários que trabalharam durante o evento. Durante buscas realizadas ao longo da investigação, policiais apreenderam cartuchos de munição escondidos com um dos seguranças investigados. O homem é praticante de jiu-jítsu, tem passagens por furto e ameaça e se tornou réu por posse de munição. Até agora, porém, não há comprovação de que ele tenha participado da morte do empresário. Na tentativa de avançar na investigação, a Polícia Civil passou a usar, em março deste ano, uma tecnologia israelense capaz de extrair dados de celulares bloqueados, recuperar mensagens apagadas do WhatsApp e acessar históricos de localização. Os investigadores fizeram uma varredura em 15 aparelhos celulares de testemunhas e seguranças que trabalhavam no autódromo quando Adalberto foi visto pela última vez. “A gente está aguardando o relatório técnico, agora, para esses próximos dias”, afirmou Ivalda. Segundo a diretora do DHPP, a polícia ainda pretende ouvir mais testemunhas antes de concluir o inquérito. “Nós temos, ainda, que ouvir aí mais uma ou duas pessoas. Que nós, depois da última busca e apreensão, chegamos a essas pessoas. E também aguardar o laudo técnico da extração dos últimos celulares. Que aí, com certeza, a gente vai fechar essa ocorrência, esse caso, essa investigação”, disse. LEIA TAMBÉM: Polícia encontra sangue no carro de empresário achado morto em buraco de obra Polícia apura se seguranças, vendedores ou frequentadores estão envolvidos em homicídio 'É um pesadelo sem respostas', diz mulher de empresário encontrado morto em Interlagos Possibilidade de trajeto percorrida por empresário morto no autódromo de Interlagos Reprodução/TV Globo Vídeos do empresário Polícia trata como crime morte de empresário no autódromo de Interlagos A investigação policial é acompanhada pelo Ministério Público (MP). Policiais e promotores tentam saber em quais circunstâncias Adalberto morreu e quem o matou. Mas não há vídeos mostrando o crime nem denúncias a esse respeito apontando um ou mais culpados. As imagens que a investigação tem são as de câmeras de segurança que gravaram Adalberto entrando e caminhando no evento, e passando pelo estacionamento do kartódromo (veja vídeo nesta reportagem). O empresário havia deixado seu carro no local. As cenas não mostram, no entanto, nenhuma briga. O Departamento de Homicídios já ouviu ao menos 15 pessoas no inquérito que investiga o assassinato de Adalberto, incluindo a viúva e mãe da vítima, o amigo do empresário, representantes do autódromo, do kartódromo e das empresas de seguranças, entre outras. Software de Israel ajuda polícia de SP a tentar descobrir quem matou empresário em Interlagos g1 Design LEIA TAMBÉM: Seguranças investigados por morte de empresário achado morto em buraco no autódromo apagaram dados de celulares, diz delegada Morte no Autódromo de Interlagos: o que se sabe e o que falta esclarecer sobre caso do empresário achado em buraco

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/05/29/um-ano-apos-empresario-ser-encontrado-morto-em-buraco-no-autodromo-de-sp-policia-ainda-nao-sabe-quem-o-matou.ghtml


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