Símbolo da cultura caipira, Nhô Juca marcou radialismo e teve um dos maiores cortejos de Sorocaba

  • 28/02/2026
(Foto: Reprodução)
Sábado (28) marca os 45 anos da morte do radialista Nhô Juca Reprodução/Nho_juca Nhô Juca, conhecido como "o caipira mais famoso de Sorocaba", no interior de São Paulo, foi homenageado em um filme 45 anos depois da sua morte, completados neste sábado (28). O radialista, que marcou gerações de ouvintes, deixou um legado importante para o rádio sorocabano. Como tantos apaixonados pelo rádio, Nhô Juca, nome artístico de José Rodrigues da Silva, deixou Araçoiaba da Serra (SP), onde era ordenhador e boiadeiro, para tentar a vida em Sorocaba (SP), conhecida como a "Manchester Paulista". O trabalho no campo deu lugar aos microfones das emissoras sorocabanas. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp A origem simples ajudou a construir um repertório que abriu espaço na antiga Rádio Cacique, em 1952. Mais tarde, ganhou destaque na Rádio Vanguarda, emissora do empresário Salomão Pavlovsky, na qual comandava programas de auditório com artistas da música caipira e de outros sucessos populares. Com bordões, como o tradicional "Bom dia, bom dia", e também de criações de textos para propagandas com um tom de humor, como o da empresa funerária da cidade, Nhô Juca criou um estilo próprio e com linguagem simples que atraiu os seus ouvintes. Artista versátil, José Rodrigues também fez participações na música e no cinema. Antes de consolidar o personagem Nhô Juca, cantou ao lado de Ataulfo Alves Júnior. E, em 1968, participou de uma produção dirigida por Anselmo Duarte, no filme "Quelé de Pajeú". Em 1970, contracenou com nomes importantes da dramaturgia e da música caipira no filme "Sertão em Festa", dirigido por Oswaldo de Oliveira, ao lado da dupla Tião Carreiro e Pardinho e outros artistas. Recorte do jornal Diário de Sorocaba informando que mais de 50 mil pessoas foram ao cortejo de Nhô Juca Arquivo pessoal Nhô Juca morreu aos 49 anos. Segundo o diretor Celso Fontão Jr., jornais da época registraram a presença de mais de 50 mil pessoas no cortejo que acompanhou o sepultamento. "Sem dúvida, a morte dele comoveu muita gente. Ele é considerado um dos maiores nomes de Sorocaba", diz o diretor. Homenagem em documentário A trajetória do radialista também virou tema de um filme que retrata sua história, da cidade natal às salas de cinema. O documentário foi dirigido por Celso Fontão Jr., jornalista da TV Globo em Brasília (DF), que contou ao g1 como foi produzir a obra. "O que me motivou foi a importância histórica de Nhô Juca como personagem da vida sorocabana e da região; a importância dele como comunicador, que o insere entre os grandes nomes do rádio brasileiro e regional; e a consciência que ele tinha sobre de onde veio e o que era, o que o torna também uma importante voz de difusão da nossa cultura caipira", explica. Alunos responsáveis pelo documentário Reprodução/Nho_juca Celso ainda comenta que a produção do filme é uma maneira de mostrar para as novas gerações a história que há por trás da cultura em Sorocaba e de manter viva a valorização do caipira, que muitas das vezes é estereotipado. "Mergulhar no estudo da cultura caipira, para ir além dos estereótipos do caipira burro, preguiçoso e bobagens desse tipo. O caipira, culturalmente falando, é o resultado do encontro de duas potências: a cultura portuguesa e a cultura indígena", comenta. "A cultura caipira traz em si mesma a sofisticação da simplicidade, da conversa ao pé do fogo, do cozinhar, do costurar, do escrever e desenhar, do compor e do cantar. E é matriz cultural do povo brasileiro e pedra onde se edificam suas vertentes", completa. Fernando Benevenuto Fontão foi responsável por tocar música de viola caipira no filme Arquivo pessoal Responsável por dar o tom caipira à trilha sonora, Fernando Benevenuto Fontão, médico veterinário nos Emirados Árabes Unidos e violeiro por paixão, afirmou que participar da produção foi uma forma de contribuir para a preservação da memória caipira. "Todo violeiro, quando se descobre violeiro, se torna naturalmente um embaixador da cultura caipira, uma riqueza brasileira que precisa ser cuidada e mantida viva", comenta. Segundo ele, Nhô Juca representa a ligação entre o campo e a cidade e soube transformar a simplicidade em identidade cultural. "Nhô Juca é um baluarte dessa cultura, um companheiro do 'Brasil que acorda cedo'. Ele soube como poucos levar o sertão para a cidade, com talento e autenticidade", finaliza. Onde assistir? Itu Data: 28/02 (sábado); Horário: às 10h; Local: Sala 3, Cine Plaza Shopping (Rod. Mal. Rondon, Km 105, Trevo Paraiso - Itu); Ingresso: entrada franca. Mairinque Data: 28/02 (sábado); Horário: às 20h; Local: Espaço Cultural (Avenida 27 de Outubro, 135 - Mairinque); Ingressos: entrada gratuita. *Colaborou sob supervisão de Júlia Martins Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai/noticia/2026/02/28/simbolo-da-cultura-caipira-nho-juca-marcou-radialismo-e-teve-um-dos-maiores-cortejos-de-sorocaba.ghtml


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