Saiba quem é Luciana Ortega, ex-jogadora condenada por difamar ex-técnico da Seleção após acusação de assédio
19/08/2026
(Foto: Reprodução) Ex-jogadora Luciana Ortega Urriolagoitia, de 22 anos, nasceu na Catalunha, na Espanha, e foi condenada a pagar R$ 20 mil em indenizações ao ex-técnico do Santos FC
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A ex-jogadora Luciana Ortega Urriolagoitia, de 22 anos, nasceu na Catalunha, na Espanha, e foi condenada a pagar R$ 20 mil em indenizações ao ex-técnico do Santos FC, Kleiton Lima. Ela fez denúncias de assédio sexual contra ele enquanto jogava pelo clube. Cabe recurso da decisão.
O g1 apurou que ela deixou o futebol após não ter o contrato renovado com o Peixe, em agosto de 2024. Em dezembro de 2025, ela criou uma página nas redes sociais para divulgar uma empresa de limpeza residencial registrada no nome dela, nos Estados Unidos.
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Foi no país norte-americano, inclusive, que a jovem iniciou a sua formação no futebol. Ela defendeu os clubes Sunrise Sting e Florida West FC. De família panamenha, a zagueira também passou por equipes locais, defendendo a seleção Sub-20 do país.
Ortega chegou ao Santos em janeiro de 2023, aos 18 anos. Ela fez sua estreia pelo profissional do Santos, em maio daquele ano, contra o Ceará, pelo Brasileirão Feminino. Pelo sub-20 das Sereias da Vila, ela disputou dez jogos e marcou um gol.
Agora no g1
Em dezembro de 2023, Ortega sofreu uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo (LCA) e iniciou a recuperação no Santos. Por estar lesionada, o clube manteve vínculo com a atleta até ela receber alta médica, mas não renovou o seu contrato.
Embora não tenha anunciado oficialmente a sua aposentadoria, Ortega não esteve vinculada a outro clube desde a saída do Santos. À Justiça, ela também disse que não trabalha mais no futebol.
Condenada
Ex-jogadora Luciana Ortega Urriolagoitia, de 22 anos, nasceu na Catalunha, na Espanha, e foi condenada a pagar R$ 20 mil em indenizações ao ex-técnico do Santos FC
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A juíza Denise Gomes Bezerra Mota, da 4ª Vara Criminal de Santos, condenou Ortega ao pagamento dos honorários advocatícios e de R$ 20 mil de indenização a Kleiton Lima. O profissional moveu uma ação de difamação contra a ex-jogadora em 2025.
Segundo Kleiton, Luciana escreveu uma carta anônima entregue à diretoria do clube. O documento informava que ele a teria assediado em uma feira livre. A ex-jogadora negou ter escrito o texto, mas disse que a situação aconteceu.
Na decisão, a magistrada destacou que, independentemente de quem tenha escrito a carta, a ex-jogadora confirmou aos dirigentes do clube que teria sido vítima de assédio. Segundo a magistrada, isso causou consequências graves à honra do treinador.
Kleiton deixou o clube na época e está há três anos sem exercer a função. Apesar disso, a juíza apontou que não há elementos para comprovar que Luciana foi a responsável pelo vazamento das cartas à imprensa, o que poderia aumentar a pena aplicada.
A carta
Ex-jogadora Luciana Ortega foi condenada pelo crime de difamação contra o ex-técnico do Santos Kleiton Lima
Ivan Storti/Santos FC e Divulgação/Santos FC
Um dos principais trechos da carta atribuída a Luciana diz o seguinte: "Uma vez, na feira, eu estava perto de uma barraca de pastel. Lá, o treinador chegou e perguntou se eu estava comendo pastel. Aí eu respondi: 'Não, estou esperando as meninas', então ele deu a volta por mim, olhou para minha bunda e disse: 'Acho que não'. Insinuando que minha bunda parecia grande".
Veja na íntegra abaixo:
Carta atribuída a ex-jogadora Luciana Ortega contra o ex-técnico Kleiton Lima
Reprodução/ge
O que dizem as defesas
A advogada Paula Carpes Victório, que representa a ex-jogadora, informou que recebeu a decisão com respeito às instituições e ao Poder Judiciário. "Em razão do sigilo profissional, a defesa não fará comentários sobre o conjunto probatório ou sobre aspectos específicos do processo neste momento".
Já o advogado Leandro Weissmann, que defende o ex-técnico, disse que a condenação representa um passo fundamental para o restabelecimento da verdade e da honra do profissional.
"Kleiton está afastado do futebol [...]. Perdeu trabalho, oportunidades profissionais e teve sua imagem associada publicamente a uma conduta extremamente grave", afirmou.
Ele afirmou que o cliente é um profissional sério, com uma trajetória de décadas no futebol feminino construída com trabalho, dedicação e resultados. De acordo com a defesa, o comentário ocorreu em contexto de cobrança profissional.
"[Kleiton] sempre exerceu uma função que naturalmente envolve cobranças por desempenho, disciplina e condição física. No caso de Luciana, essas cobranças existiam justamente porque havia insatisfação com seu rendimento esportivo e com o cumprimento das orientações profissionais"