Polícia Civil prende acusadas por sequestro de família de caseiro em Franca, SP
31/07/2026
(Foto: Reprodução) Noemi Vitória de Sousa Rosa, Larissa Jhenifer Melo, Marcela Eduarda Melo de Paula, Ana Laura de Sousa Rosa Alves, Kauany Eduarda Melo Cruz e Kelly Cristina Queiroz Cardoso foram indiciadas em Franca, SP
Divulgação
A Polícia Civil prendeu nesta sexta-feira (31) duas mulheres acusadas de envolvimento no sequestro da família do caseiro Milton de Sousa Prado, morto em junho em Franca (SP).
Segundo as primeiras informações apuradas pela EPTV, afiliada da TV Globo, Larissa Jhenifer Melo de Paula fugia de moto pela Rodovia Cândido Portinari (SP-334) quando foi detida perto de uma praça de pedágio. Kauany Eduarda Melo Cruz foi encontrada na casa da avó, no Jardim Aeroporto III.
Elas estão entre as quatro pessoas com prisão preventiva decretada pela Justiça. Noemy Vitória Souza Rosa e Marcela Eduarda Melo de Paula seguiam foragidas até a última atualização desta notícia.
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Outras duas rés, Ana Laura de Sousa Rosa Alves e Kelly Cristina Queiroz, tiveram a prisão preventiva substituída por prisão domiciliar, enquanto Wellington Amorim da Silva foi preso em flagrante no dia 7 de julho.
As defesas de Larissa e de Kauany não tinham sido localizadas para falar sobre o caso. A defesa de Kelly alega inocência da cliente e a de Wellington afirma que vai provar nos autos a ausência de responsabilidade penal. Os advogados dos demais acusados preferiram não se pronunciar ou não foram localizados (veja ao fim da reportagem).
Entenda o caso da morte do caseiro e do sequestro de família em Franca, SP
Investigação complexa
O assassinato do caseiro Milton de Sousa Prado, de 44 anos, deu origem a uma investigação que, em pouco mais de um mês, passou a envolver três mortes confirmadas, um sequestro, ocultação de cadáver, um carro queimado, indiciamentos e o desaparecimento de Maria Isabel Prado, filha do caseiro.
A investigação aponta que a morte do caseiro Milton desencadeou o desaparecimento e o assassinato de dois jovens apontados como os responsáveis pela morte dele - Rafael Vitor Silva de Sousa Rosa, de 18 anos, e Guilherme Henrique Melo da Cruz, de 22 anos.
Estes, por sua vez, desapareceram e acabaram mortos, e a suspeita é de que o crime foi cometido por Maria Isabel.
As autoridades acreditam que o desaparecimento desses jovens motivou familiares deles a sequestrarem a família de Maria Isabel como forma de represália e pressão para obter informações.
Entenda a sucessão dos fatos na cronologia abaixo:
16 de junho: o caseiro Milton de Sousa Prado é assassinado a pauladas em uma chácara onde trabalhava em Franca.
25 de junho: a filha dele, Maria Isabel Prado, de 21 anos, confessa à polícia ter contratado dois jovens, Rafael e Guilherme, para dar um "corretivo" ou "susto" no pai. Ela alegou que agiu assim porque ela e a irmã sofriam agressões praticadas por ele.
Final de junho: os dois jovens apontados como agressores, Rafael Vitor Silva, de 18 anos, e Guilherme Henrique Melo, de 22, desaparecem após serem delatados à polícia. Nesse mesmo período, Maria Isabel passa a ser suspeita de ter ligado para um tio pedindo ajuda para ocultar os corpos dos dois jovens.
5 e 6 de julho: Maria Isabel, a mãe, a irmã adolescente e a sobrinha recém-nascida são sequestradas. Parente de um dos jovens desaparecidos, e que buscava informações sobre o paradeiro de Rafael e Guilherme, Noemi Vitória de Sousa Rosa passa a ser apontada como suspeita de ter articulado o sequestro.
7 de julho: a Polícia Civil resgata a mãe, a irmã e a bebê em um cativeiro no Jardim Aeroporto III, em Franca. Wellington Amorim da Silva é preso em flagrante vigiando o local. No entanto, Maria Isabel foi retirada do local antes do resgate e permanece desaparecida desde então.
9 de julho: os corpos de Rafael e Guilherme são encontrados em uma área rural de Sacramento (MG). Um tio de Maria Isabel é preso em Minas Gerais por suspeita de ocultação de cadáver, confessando ter ajudado a sobrinha a esconder os corpos.
10 de julho: o carro de Maria Isabel é encontrado queimado em Ibiraci (MG). A polícia suspeita que o veículo foi usado para transportar os corpos dos jovens até o estado vizinho.
16 de julho: a Polícia Civil formaliza o indiciamento dos envolvidos no sequestro da família.
30 de julho: a Justiça torna sete pessoas rés pelo sequestro e cárcere privado da família de Milton.
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Segundo a polícia, Rafael e Guilherme são suspeitos da agressão que resultou na morte de Milton a mando de Maria Isabel. Eles foram encontrados mortos em Sacramento (MG).
Ao mesmo tempo, Maria Isabel também aparece no inquérito como vítima do sequestro da própria família. Ela foi levada antes de a mãe, a irmã adolescente e a sobrinha recém-nascida serem resgatadas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Franca, no dia 7 de julho.
Homem preso por fazer segurança de cativeiro em Franca, SP
Lindomar Cailton/EPTV
Até a última atualização desta reportagem, Maria Isabel seguia desaparecida. A Polícia Civil trabalha com a possibilidade de ela ter sido morta, mas ainda não há confirmação do paradeiro.
O que dizem os acusados
Ana Laura de Sousa Rosa Alves - a defesa dela preferiu não se manifestar
Kauany Eduarda Melo Cruz - a defesa não foi localizada para comentar o assunto até a última atualização desta reportagem
Kelly Cristina Queiroz - em nota, o advogado Rafael Andrade dos Santos informou que Kelly não possui qualquer envolvimento com as demais indiciadas e reafirmou a inocência dela
Larissa Jhenifer Melo de Paula - a defesa não foi localizada para comentar o assunto até a última atualização desta reportagem
Marcela Eduarda Melo de Paula - a defesa não foi localizada para comentar o assunto até a última atualização desta reportagem
Wellington Amorim da Silva - os advogados Samyra Maróstica e Pedro Fontellas informaram que será demonstrada a ausência de responsabilidade penal
Noemi Vitória de Sousa Rosa - a defesa não foi localizada para comentar o assunto até a última atualização desta reportagem
Maria Isabel Prado é investigada pela morte do próprio pai e dos envolvidos no crime
Reprodução/EPTV
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