Pecuarista mata companheira 38 anos mais nova em Rifaina, SP
28/10/2026
(Foto: Reprodução) Priscila Lacerda Custodio foi morta a tiro pelo companheiro, João Roberto Bolelli, segundo o boletim de ocorrência
Arquivo pessoal
Uma jovem de 24 anos foi morta com um tiro na noite de terça-feira (27), às margens da Rodovia Cândido Portinari (SP-334), em Rifaina (SP). O crime aconteceu no km 463, próximo a uma propriedade rural, e foi registrado pela Polícia Civil como feminicídio.
A vítima foi identificada como Priscila Lacerda Custodio e, segundo o boletim de ocorrência, o suspeito é o pecuarista João Roberto Bolelli, de 62 anos, com quem ela mantinha um relacionamento há quase quatro meses. Ele fugiu depois do disparo.
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Ainda segundo o boletim de ocorrência, Priscila, que é natural de Perdizes (MG), foi a Rifaina para devolver uma caminhonete do pecuarista que estava com ela.
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O irmão e uma amiga acompanharam a jovem porque, segundo relatos deles à polícia, Priscila estava apreensiva e havia relatado agressões e ameaças feitas pelo suspeito.
Agora no g1
De acordo com o boletim de ocorrência, a jovem foi baleada durante uma discussão por causa de um aparelho celular. O irmão dela afirmou que Bolelli também apontou a arma na direção dele antes de fugir.
Ao g1, a defesa de João disse que analisa o caso e ainda não teve contato com ele.
Priscila foi socorrida e levada ao hospital de Rifaina, mas não resistiu aos ferimentos. O celular dela foi apreendido e será periciado.
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Priscila Lacerda Custodio foi morta a tiro pelo companheiro, João Roberto Bolelli
Arquivo pessoal
Agressão e ameaça dias antes
Em depoimento à polícia, a amiga de Priscila contou que a jovem mantinha um relacionamento esporádico com Bolelli desde julho deste ano.
Segundo a testemunha, Priscila relatou ter sido agredida pelo pecuarista na sexta-feira (23), quatro dias antes do crime. A amiga afirmou que viu as lesões apresentadas pela jovem.
Priscila também teria contado à amiga que Bolelli havia ameaçado dar um tiro na cabeça dela e contratado pessoas para monitorá-la. O pecuarista, ainda segundo o relato, acreditava que a jovem estivesse envolvida com outro homem e dizia que não permitiria que ela retornasse a Perdizes.
A amiga também disse à polícia que, diante das ameaças, orientou Priscila a não ir sozinha a Rifaina e, por isso, ela e o irmão da vítima decidiram acompanhá-la na devolução da caminhonete.
O irmão contou à polícia que recebeu uma ligação da jovem pedindo companhia para a viagem. Durante a conversa, percebeu que Priscila estava apreensiva e teve a impressão de que ela poderia estar sendo intimidada ou ameaçada.
Natural de Perdizes (MG), Priscila foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos
Arquivo pessoal
Como aconteceu o crime
Priscila e o irmão saíram de Perdizes na caminhonete que seria devolvida, enquanto a amiga os acompanhava em outro carro. Como a amiga não sabia chegar à propriedade rural, Priscila deixou a caminhonete e entrou no veículo da amiga para indicar o caminho. O irmão continuou dirigindo a caminhonete.
Quando os três chegaram na entrada da propriedade, João Roberto Bolelli apareceu em um carro branco. Segundo os depoimentos das duas testemunhas, outras pessoas chegaram em veículos diferentes, mas não foram identificadas.
O irmão relatou que ouviu Priscila dizer que queria ir embora e que não desejava mais manter o relacionamento.
Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, Bolelli exigiu que a jovem devolvesse um celular que havia entregado a ela e ela respondeu que só entregaria o aparelho depois de receber de volta o próprio telefone.
A amiga disse que o pecuarista também questionou uma viagem de Priscila a Sacramento (MG) e a acusou de estar se encontrando com outro homem.
Durante a discussão, ainda segundo as testemunhas, Bolelli sacou uma arma e atirou contra Priscila. Em seguida, teria apontado a arma para o irmão dela, que correu para se proteger.
O irmão socorreu Priscila e a levou ao hospital de Rifaina, mas ela morreu.
Caminhonete que Priscila foi a Rifaina devolver ao suspeito. Segundo o boletim, Bolelli fugiu no veículo após o crime
Câmera de segurança
Suspeito fugiu
Após o disparo, Bolelli deixou o local na caminhonete que Priscila tinha ido devolver. Policiais militares receberam a informação de que uma mulher baleada havia dado entrada no hospital e foram até a unidade.
Depois de ouvirem as testemunhas, seguiram para a propriedade rural do suspeito, mas ele não estava no local. A área foi preservada e passou por perícia.
A Polícia Civil investiga a motivação, a dinâmica do crime e as circunstâncias da fuga do suspeito. Até a última atualização desta reportagem, não havia informação sobre mandado de prisão contra Bolelli.
*Sob a supervisão de Flávia Santucci
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