Justiça nega liberdade a instrutores presos por morte de jovem lançada sem corda
18/06/2026
(Foto: Reprodução) Mulher morre após ser jogada de rope jump sem corda no interior de SP
A Justiça negou nesta quinta-feira (18) o pedido de habeas corpus a dois dos três instrutores presos pela morte da jovem lançada sem corda durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, entre Limeira (SP) e Cordeirópolis (SP).
A decisão envolve Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, e Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos. Ao g1, a defesa deles disse que ainda não tomou conhecimento da negativa.
A reportagem também tentou contato com a defesa do outro instrutor preso, Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos, mas não obteve retorno.
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Ao decidir pela manutenção das prisões de Luis Felipe e Maicon, o relator Mazina Martins apontou para a necessidade de uma análise mais aprofundada das investigações.
"Em casos tais é sim necessário primeiramente ouvir as informações que possam ser prestadas pelo Juízo de origem a respeito dos diversos temas invocados. [...] Com isso, poderá o Tribunal integrar um cenário de informações e discursivo mais amplo, mais enriquecido e mais completo", pontua trecho.
Os homens estão presos desde o dia da tragédia, no sábado (13). Eles foram autuados pela Polícia Civil por homicídio com dolo eventual. Em depoimento, o trio não soube explicar o erro.
Eles fazem parte de um grupo que oferecia os saltos de 40 metros de altura na ponte, ao preço de R$ 180. Um vídeo mostra que a vítima foi carregada pelos instrutores até a beirada da plataforma e arremessada para frente em queda livre — assista acima.
Morte de jovem em rope jump sem corda: três homens serão investigados por homicídio com dolo eventual
Reprodução
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A tragédia
No último sábado, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, caiu de uma altura de 40 metros e teve a morte constatada no local. Segundo a Polícia Civil, o equipamento que deveria estar preso ao corpo da vítima para segurar a queda foi esquecido e ficou enrolado no chão da estrutura.
Uma testemunha relatou que os instrutores não realizaram a checagem de segurança no momento do salto da jovem. O grupo responsável pela atividade não possuía empresa formal, segundo a polícia.
Inicialmente, seis pessoas foram detidas, mas apenas os três instrutores seguem presos. No domingo (14), a Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante deles.
A delegada responsável pelo caso afirmou que os homens se mostraram desnorteados e alegaram não se recordar de quem era a obrigação de colocar a corda, nem por que a fiscalização final não foi feita antes de empurrarem a vítima.
Infográfico - Jovem de 21 anos morre após ser lançada sem corda de ponte de 40 metros em Limeira
Arte/g1
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