Jovem percorreu 100 km para devolver caminhonete e foi morta pelo namorado na frente do irmão e da amiga

  • 29/10/2026
(Foto: Reprodução)
Antes de ser morta por pecuarista, jovem de MG relatou ter sofrido ameaças Antes de ser baleada e morta pelo pecuarista João Roberto Bolelli, em Rifaina (SP), Priscila Lacerda Custódio, de 24 anos, viajou 100 quilômetros de sua cidade, em Minas Gerais, para deixar a caminhonete que pertencia ao suspeito, com quem queria terminar o relacionamento. Com medo do encontro, devido a agressões e ameaças que havia sofrido dias antes, ela foi acompanhada por um irmão e uma amiga, que viram o desentendimento e o tiro que resultou na morte da vítima. Segundo a Polícia Civil, o caso é investigado como feminicídio. "Eles já tinham um relacionamento amoroso. Parece que já estavam entrando em desacordo com relação ao desfecho desse namoro e por conta disso teria ocorrido o fato em si", afirmou o delegado Fábio Branquinho. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp A Justiça de Pedregulho decretou a prisão preventiva de Bolelli na quarta-feira (28). Até a última atualização desta reportagem, o pecuarista não havia sido localizado e era considerado foragido pelas autoridades. Ao g1, a defesa de João Roberto Bolelli informou que analisa o caso e que ainda não teve contato com o investigado. LEIA TAMBÉM Justiça decreta prisão preventiva de pecuarista suspeito de matar namorada em SP Quem é o pecuarista suspeito de matar companheira 38 anos mais nova em SP Pecuarista mata companheira 38 anos mais nova em Rifaina, SP Suspeito de matar mulher 38 anos mais nova em SP já foi preso e condenado por descumprir medida protetiva de ex-companheira Caminhonete que Priscila foi a Rifaina devolver ao suspeito. Segundo o boletim, Bolelli fugiu no veículo após o crime Câmera de segurança Devolução de caminhonete, discussão e morte Priscila dirigiu a caminhonete a partir de Perdizes (MG) acompanhada pelo irmão e por uma amiga, que seguia em outro veículo para auxiliar no trajeto de volta. A jovem estava na companhia deles porque estava com medo. Na sexta-feira (23), quatro dias antes de ser morta, ela contou ter sido agredida por Bolelli e relatou ter sofrido ameaças de morte, afirmando ainda que o suspeito teria contratado pessoas para monitorá-la em Minas Gerais. No local de encontro, na entrada de uma fazenda, no km 463 da Rodovia Cândido Portinari (SP-334), em Rifaina, ela teve com o suspeito uma discussão envolvendo aparelhos celulares e acusações de ciúmes. O irmão da vítima relatou à polícia ter ouvido Priscila afirmar que queria ir embora e que não desejava manter o relacionamento. Priscila Lacerda Custodio foi morta a tiro pelo companheiro, João Roberto Bolelli Arquivo pessoal Durante a briga, Bolelli sacou uma arma e atirou contra a jovem. Testemunhas afirmaram que o suspeito também apontou o revólver na direção do irmão de Priscila antes de fugir do local utilizando a própria caminhonete que tinha acabado de ser devolvida. O irmão socorreu a jovem e a levou à unidade de saúde de Rifaina, mas ela não resistiu ao ferimento. A Polícia Civil instaurou inquérito, começou a ouvir as testemunhas e pediu a prisão preventiva do suspeito. Ao analisar o pedido, o juiz Luiz Gustavo Giuntini de Rezende, da Vara Única de Pedregulho, destacou o perfil violento do suspeito e a necessidade de assegurar a instrução criminal sem coação de testemunhas. "Serão depoimentos colhidos com muito mais paz a partir da segregação do investigado. A liberdade do custodiado causa perigo, portanto. Por fim, mas não menos importante, está comprovado que o investigado está em fuga. Deixou a cena do crime em uma caminhonete e não se sabe o seu paradeiro. A fuga é ato de covardia que não pode contar com qualquer beneplácito do Poder Judiciário", destacou o magistrado na decisão. João Roberto Bolelli, de 62 anos, é suspeito de matar a tiros Priscila Lacerda Custodio em Rifaina, SP Reprodução/EPTV Histórico de violência doméstica João Roberto Bolelli, de 62 anos, acumula um histórico de agressões e registros judiciais por violência contra a mulher. Em junho de 2018, Bolelli foi preso preventivamente por descumprir uma medida protetiva obtida por uma ex-companheira com quem manteve relacionamento por cinco anos. Na ocasião, ele foi recolhido à Penitenciária de Franca (SP), sendo solto dias depois mediante fiança. Polícia procura fazendeiro suspeito de matar namorada em Rifaina, SP Em setembro do mesmo ano, a ex-companheira voltou a procurar a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Franca, relatando perseguições de carro e ameaças de morte feitas pelo pecuarista. O caso gerou uma denúncia do Ministério Público e resultou na condenação de Bolelli, em dezembro de 2021, a três meses e 15 dias de detenção em regime aberto. A pena foi mantida por unanimidade pela 9ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) em 2022. A certidão de antecedentes criminais do pecuarista registra ainda uma condenação anterior, em outubro de 2020, por contravenção penal de vias de fato decorrente de agressões cometidas em dezembro de 2017. O delegado Fábio Branquinho apontou a reincidência do suspeito em episódios de violência doméstica: "O autor já tem antecedente, inclusive, com relação a crime de violência doméstica. Ele já foi, inclusive, preso com relação a esse fato. Então, já tem uma certa tendência à agressividade com relação à mulher", declarou. Priscila Lacerda Custodio foi morta a tiro pelo companheiro, João Roberto Bolelli Arquivo pessoal Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

FONTE: https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2026/10/29/jovem-percorreu-100-km-para-devolver-caminhonete-e-foi-morta-pelo-namorado-na-frente-do-irmao-e-da-amiga.ghtml


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