Fã e tia de Dinho relembram show dos Mamonas Assassinas em Dracena: ‘Foi um privilégio’

  • 02/03/2026
(Foto: Reprodução)
Moradores de Dracena relembram show histórico da banda Mamonas Assassinas Dois meses antes do acidente aéreo que matou os Mamonas Assassinas, em 1996, a cidade de Dracena, no interior de SP, viveu momentos que ficariam para sempre na memória dos fãs. Três décadas depois, uma fã relembra o show histórico, e a tia de Dinho, que cresceu no oeste paulista, compartilha lembranças. Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli morreram em 2 de março de 1996, após um show realizado em Brasília (DF). O grupo embarcou em um jatinho com destino a Guarulhos (SP), mas a aeronave colidiu contra a Serra da Cantareira, na zona norte da capital paulista. Adrielle Brito Cavalari tinha nove anos quando conheceu Dinho, durante show dos Mamonas Assassinas em Dracena (SP) Adrielle Brito Cavalari/Arquivo pessoal 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Em 10 de janeiro de 1996, o grupo estava em Dracena, onde reuniu um público estimado de 14 mil pessoas de diferentes cidades do oeste paulista, em plena quarta-feira. O show foi organizado para arrecadar fundos para a manutenção de uma escola. Entre os fãs, uma menina de nove anos conseguiu um feito que muitos desejavam: entrou no camarim e abraçou os integrantes, principalmente Dinho, seu músico favorito. Ao g1, Adrielle Brito Cavalari, hoje com 39 anos, compartilha as lembranças desse momento. LEIA TAMBÉM: MOBILIZAÇÃO: Pai de alunas recorda como organizou show dos Mamonas Assassinas para ajudar escola em Dracena MEMORIAL: corpos dos Mamonas Assassinas são exumados para criação de memorial em Guarulhos ROUPA INTACTA: jaqueta encontrada sobre caixão tinha símbolo da banda e bandeira do Brasil PELÚCIA: bicho de pelúcia é encontrado sobre caixão do guitarrista Bento Fã desde pequena Ela e a família moram atrás do recinto onde ocorreu o show e, na época, tinham acesso pelo portão localizado nos fundos do palco. “Comecei a chorar porque queria ver os Mamonas. Eles chegaram em uma viatura tipo camburão, foi uma muvuca e quase fui atropelada", lembra. “O segurança me pegou no colo e fui passando de mão em mão até chegar no camarim. Entrei e fui direto ver o Dinho, ele era o meu preferido. Ele foi muito carinhoso e atencioso comigo e minha família, porque minha mãe e irmã também entraram.” Adrielle lembra que Samuel fez cócegas e caretas para fazê-la rir, já que a pequena fã não parava de chorar de emoção. “Lembro do Bento fingindo tocar guitarra e balançar as trancinhas, do Júlio no camarim andando pra lá e pra cá”, conta. “Parece que passa um filme na minha cabeça, eu no meio da multidão e eles cantando, tem uma música que saía umas faíscas nas costas do Dinho, isso era novo, nunca tinha visto. Fiquei encantada”, continua. Adrielle Brito Cavalari tinha nove anos quando conheceu Dinho, durante show dos Mamonas Assassinas em Dracena (SP) Adrielle Brito Cavalari/Arquivo pessoal A coleção de lembranças não diminui a saudade que a fã carrega há três décadas, sentimento compartilhado por milhares de fãs em todo o Brasil. “Até hoje não consigo acreditar que eles se foram. Quando penso, dá um caroço na garganta. Eles eram jovens e tinham uma vida toda pela frente. Eles eram engraçados, cheios de vida e muito atentados, não tinha como não amar”, afirma a fã. Mesmo pequena, Adrielle acompanhava a banda e a mãe comprou uma fita dos Mamonas. “Eles estavam no auge, viam tudo que passava na TV sobre eles. Foi um sonho poder abraçar eles.” “Me sinto honrada em ter conhecido eles, foi um privilégio que muitos queriam ter tido. Sempre serei fã e meu grande amor era o Dinho.” Quando a morte dos cantores foi divulgada, a menina soube pela mãe o que tinha acontecido. “Chorei muito quando veio a notícia oficial da morte deles. Minha mãe, tentando me consolar, falou: ‘filha, eles eram pessoas muito boas, fizeram muitas pessoas felizes e agora eles foram para o céu cantar e fazer pessoas felizes por lá'”, relembra. Anos se passaram e a família de Adrielle foi a Guarulhos, onde conheceu a tia de Dinho e visitou o cemitério onde os cantores estavam enterrados até 23 de janeiro, quando os corpos foram exumados para a criação de um memorial. Já adulta, Adrielle Brito Cavalari visitou os túmulos dos cantores dos Mamonas Assassinas em Garulhos Adrielle Brito Cavalari/Arquivo pessoal Lembranças em família No show em Dracena, a família de Dinho também estava presente. Parte do lado materno do vocalista viveu na cidade. Ao g1, Ivanilde Ramos Ribeiro, conhecida como tia Vania, de 78 anos, relembra momentos marcantes ao lado do cantor. Vania é irmã da mãe de Dinho e da mãe do Isaac, ajudante de palco que também faleceu no acidente. “Foi muito triste. Quando começa a passar na televisão, eu já mudo de canal ou, então, assisto chorando.” “Dinho era muito brincalhão, muito, muito. Ele não podia ver ninguém quieto, porque ele mexia. Mas um menino de ouro. Para ter ideia, ele foi criado no evangelho e, quando seguiu carreira, ele dizia: ‘se Deus quiser, eu vou chegar lá’ e chegou, né? Pouco tempo, mas chegou”, conta. A tia acompanhava os shows dos Mamonas Assassinas, como os realizados em Sorocaba, Jundiaí e na própria Dracena. “Foi muito gostoso. Isso daí não vai sair da minha memória nunca.” Ivanilde Ramos Ribeiro, tia de Dinho dos Mamonas Assassinas Ivanilde Ramos Ribeiro/Arquivo pessoal Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

FONTE: https://g1.globo.com/sp/presidente-prudente-e-regiao/noticia/2026/03/02/fa-e-tia-de-dinho-relembram-show-dos-mamonas-assassinas-em-dracena-foi-um-privilegio.ghtml


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