Derrite nega que vá desistir de disputa ao Senado em SP após liderança de Marina e Tebet em pesquisas e pressão no PP

  • 29/07/2026
(Foto: Reprodução)
Guilherme Derrite (PP) fala nas redes sociais sobre possibilidade de sair da disputa ao Senado em SP e diz que se trata de desespero dos adversários. Reprodução/Redes Sociais O deputado federal Guilherme Derrite (PP), candidato ao Senado por São Paulo na chapa de Tarcísio de Freitas (Republicanos), negou nesta quarta-feira (29) que vá abandonar a corrida eleitoral e ser substituído. A hipótese foi levantada depois que as pesquisas Quaest e Datafolha apontaram que as adversárias Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) lideram a corrida às duas cadeiras de senador em São Paulo. Dentro do PP, a avaliação é que a direita deve conseguir vencer apenas uma das cadeiras no estado e que o governador Tarcísio estaria mais empenhado em eleger André do Prado (PL), que tem mais articulação e interlocução com a maioria dos prefeitos do interior, do que Derrite. Segundo o g1 apurou, para alguns membros da direção estadual da legenda, Derrite é um grande puxador de votos e deveria, na dúvida, concorrer à reeleição de deputado federal e ajudar a sigla a conquistar outras cadeiras na Câmara dos Deputados, em Brasília. “Estou dando risada aqui de algumas matérias que saíram dizendo que existe a possibilidade de eu desistir da candidatura ao Senado e um outro candidato me substituir. Como isso pode acontecer? Já fui oficializado na convenção, na semana passada, e eu apareço em primeiro lugar em todas as pesquisas no campo da direita, desde a primeira pesquisa”, afirmou o ex-secretário nas redes sociais. LEIA MAIS: Quaest em São Paulo: Marina Silva e Simone Tebet lideram corrida para as duas vagas ao Senado no estado Datafolha: Marina e Tebet aparecem à frente na corrida pelo Senado em SP, seguidas por Salles, André do Prado e Derrite Relação distante O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o secretário da Segurança, Guilherme Derrite (PL), em 23/05/2024. Mônica Andrade/Secom/GESP A relação distante entre Tarcísio e Derrite tem sido motivo de comentários dentro e fora dos partidos aliados durante a pré-campanha. Desde que deixou a pasta da Segurança Pública (SSP) de forma antecipada, em dezembro passado, após vários problemas de violência policial crescente no estado de SP, aliados dizem que o governador tem mantido poucas conversas com seu ex-comandado. A sensação, segundo membros do PP ouvidos pelo g1, é a de que “Tarcísio abraçou apenas a candidatura de André do Prado com sinceridade”, mesmo que o governador tenha participado da convenção do PL em São Paulo, no último final de semana. O distanciamento dos dois ficou mais evidente na série de inaugurações que o atual governador promoveu na última semana permitida por lei para entrega de benfeitorias. Entre as obras entregues pelo governo estiveram a Linha 6-Laranja do Metrô, estação da Linha 17-Ouro e a inauguração de uma praça na região onde ficava a antiga Cracolândia, no Centro da capital paulista. Em todas elas, Tarcísio estava ao lado do prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), e de André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa de SP (Alesp) e candidato ao Senado. Nos discursos, o governador, que é candidato à reeleição, fazia questão de elogiar a parceria com Nunes e Prado, sem citar Derrite, que não estava presente nos eventos. Um deputado do PP com cadeira na Executiva Estadual do partido afirmou ao g1 que a sensação internamente é a de que o enfraquecimento da relação entre os dois tenha mais relação com a eleição de 2030 do que com a atual. "Todo mundo sabe que a vontade do Derrite é ser governador de SP um dia", disse. Para este deputado, se ele não se tornar senador, terá menos força para pleitear a vaga ao governo, deixando que a sucessão seja tocada por Tarcísio. “Para nós, é mais seguro que Derrite seja o puxador de voto para deputado federal e mantenha um mandato ativo para tentar o governo em 2030 do que entrar numa disputa em que o voto da direita bolsonarista está dividido entre três candidatos do mesmo campo [André do Prado, Ricardo Salles e o próprio Derrite]”, disse outro deputado do partido na Alesp. No vídeo publicado nas suas redes, Derrite chamou o movimento dentro da base aliada de "fofoca de desesperados", atribuindo aos adversários ligados ao PT as intrigas sobre sua desistência. “Isso só está acontecendo porque a galera está com medo. Bateu o desespero no lado de lá. É sinal que a nossa campanha está cada vez mais forte, e a gente vai ter um representante, alguém que vai defender o estado de São Paulo. (...) A gente vai ter que conviver com isso até o dia 3 de outubro, um dia antes da eleição. As fake news que vão aparecer diariamente e constantemente na imprensa brasileira”, declarou o candidato. Intenção de voto em SP Quaest para o Senado em SP: Marina Silva e Simone Tebet lideram corrida Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta mostra que Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) continuam liderando numericamente a corrida para as duas vagas em disputa neste ano para o Senado Federal em São Paulo. As duas vagas serão disputadas nas eleições de outubro, junto com a escolha de governador, presidente e deputados estaduais e federais. Na pesquisa, Marina aparece com 14% das intenções de voto, enquanto Simone Tebet tem 12%, seguida por Pablo Marçal (União Brasil) - 9% - e Guilherme Derrite (PP) 7%, no cenário incluindo José Aníbal (PSDB) como candidato. Veja os números: Cenário 1 Marina Silva (Rede): 14% Simone Tebet (PSB): 12% Pablo Marçal (União Brasil): 9% Guilherme Derrite (PP): 7% André do Prado (PL): 5% Paulinho da Força (Solidariedade): 4% Ricardo Salles (Novo): 4% Robson Tuma (Republicanos): 3% José Aníbal (PSDB): 1% Indecisos: 21% Branco/nulo/não vai votar: 20% Os candidatos ao Senado por São Paulo: Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB), Pablo Marçal (União Brasil) e Guilherme Derrite (PP). Reprodução/TV Globo Cenário 2 Marina Silva (Rede): 14% Simone Tebet (PSB): 11% Pablo Marçal (União Brasil): 9% Guilherme Derrite (PP): 8% André do Prado (PL): 5% Ricardo Salles (Novo): 5% Paulinho da Força (Solidariedade): 4% Robson Tuma (Republicanos): 3% Indecisos: 21% Branco/nulo/não vai votar: 20% Pablo Marçal (União Brasil) está inelegível e recorre ao TSE para tentar reverter a condenação. A pesquisa Quaest também quis saber dos eleitores qual o grau de definição de voto para senador no estado de São Paulo: Pode mudar o voto: 54% É definitivo: 44% Não sabe ou não respondeu: 2% O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 1.650 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 23 e 27 de julho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número SP-04846/2026.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/eleicoes/2026/noticia/2026/07/29/derrite-nega-desistir-de-disputa-ao-senado-em-sp-apos-lideranca-de-marina-e-tebet-em-pesquisas-e-pressao-no-pp.ghtml


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