Crateras em São José dos Campos: obra deve começar dois meses após interdição de casas e prédio
07/04/2026
(Foto: Reprodução) Cratera que interditou casas e prédio completa 2 meses, e rua segue interditada
A Prefeitura de São José dos Campos prevê assinar nesta quarta-feira (8) a ordem de serviço da construção da nova galeria de águas pluviais na Rua Felisbina de Souza Machado, onde duas crateras se abriram no começo deste ano.
A segunda das erosões, que levou à interdição de quatro casas e de um prédio residencial no Jardim Imperial, em São José dos Campos, completa dois meses nesta terça-feira (7).
Mesmo com a liberação de imóveis e o retorno de parte dos moradores, a rua permanece interditada.
Segundo a Prefeitura de São José dos Campos, o contrato com a empresa Terrax, vencedora da licitação, foi assinado nesta terça-feira (6) para a construção da nova galeria de águas pluviais na rua.
A obra terá prazo de 15 meses para conclusão. O investimento é de R$ 6,7 milhões e o início da obra aguarda a assinatura da ordem de serviço, que deve ser feita nesta quarta.
Atualmente, o trecho afetado está fechado com pedras e a área está sendo monitorada. Imagens enviadas ao g1 mostram a situação atual do local (veja vídeo acima). Na mesma rua, uma primeira cratera se abriu em janeiro, e o trecho também precisou ser fechado com pedras — leia mais abaixo.
Cratera que interditou casas e prédios foi fechada com pedras.
Rafael Lucas David Barbosa
Cratera que interditou prédios e casas ainda aberta no Jardim Imperial, em São José.
André Bias/TV Vanguarda
Erosões na mesma rua
O problema ocorre na Rua Felisbina de Souza Machado, que já enfrenta histórico de afundamentos há cerca de 15 anos. No início deste ano, a situação se agravou com a abertura de duas grandes crateras em um curto intervalo de tempo.
Uma primeira erosão surgiu em 27 de janeiro, no cruzamento com a Rua Roberto Baranoy. Na ocasião, um caminhão carregado com cerca de 10 toneladas de blocos de concreto chegou a ser engolido pela cratera.
Caminhão é 'engolido' por cratera em São José dos Campos
Peterson Grecco/TV Vanguarda
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Dias depois, em 7 de fevereiro, uma segunda cratera se abriu a cerca de 250 metros do primeiro ponto, após fortes chuvas, e interditou quatro casas e o Residencial Jardins de Sevilha, prédio com 34 apartamentos localizado ao lado da erosão. O novo desabamento provocou, inclusive, a queda de um poste de energia.
Na época, ao todo, 156 pessoas precisaram deixar suas casas. Os moradores tiveram que retirar pertences às pressas, utilizando sacos de lixo e lençóis para transportar roupas, documentos e eletrodomésticos. Desde então, a rua segue sob monitoramento.
A Sabesp informou que realizou adaptações nas tubulações para garantir o abastecimento de água, mas afirmou que a galeria rompida não é de responsabilidade da companhia.
Já a EDP fez a substituição de postes e a recomposição da rede elétrica, enquanto a Comgás suspendeu o fornecimento de gás nos imóveis interditados por segurança, na ocasião.
Obras de recuperação de cratera começam no Jardim Imperial
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