Com investimento de R$ 255 mil, clínica veterinária móvel segue parada sem equipamentos em Angatuba

  • 19/08/2026
(Foto: Reprodução)
Clínica veterinária móvel segue sem funcionar em Angatuba à espera de equipamentos Entregue pelo governo estadual em janeiro deste ano, o Pet Contêiner de Angatuba (SP) ainda não começou a atender animais. Segundo o governo estadual, a estrutura aguarda a instalação de equipamentos complementares necessários para iniciar a operação. A unidade foi instalada no bairro Mineiros com recursos do governo estadual e tem como objetivo oferecer atendimento veterinário gratuito, principalmente a animais de pessoas em situação de vulnerabilidade social. A previsão do Estado é que a etapa final de equipagem seja concluída no próximo mês. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Pet Contêiner entregue em janeiro ainda não atende animais em Angatuba (SP) por falta de equipamentos Angelica Teresa Venâncio Aires Os espaços funcionam como consultórios veterinários e são equipados para oferecer atendimento clínico, vacinação e procedimentos ambulatoriais de baixa complexidade. A iniciativa do governo estadual também tem foco no controle populacional de cães e gatos e na prevenção de doenças. Segundo ativistas da causa animal, o espaço permanece sem uso desde a instalação e já apresenta sinais de ferrugem. Ao g1, Angelica Teresa Venâncio Aires, que atua voluntariamente na proteção animal desde 2017, afirmou que esperava que a estrutura ampliasse o atendimento oferecido no município. LEIA TAMBÉM Pescador é multado em R$ 2 mil por usar equipamento proibido no Rio Sorocaba em Tatuí Campanha por um lar: adoção de cão comunitário mobiliza protetoras no interior de SP Prefeitura de Itapeva promove campanha para adoção de filhotes de cães de abrigo municipal “Veio em janeiro prometendo muitos atendimentos, mas até hoje nada. Só o tempo que está aproveitando dele, enferrujando”, relatou. Angelica conta que começou a atuar na causa animal em 2017, quando passou a oferecer lar temporário para animais resgatados. Desde então, segundo ela, o número de animais sob seus cuidados aumentou e atualmente chega a 57, entre gatos e cães, além de outros animais resgatados. Ela afirma que também atua em casos de maus-tratos, conscientização, bem-estar animal, orientação e castração, além de auxiliar protetores e participar de resgates na região. Os animais que não conseguem ser encaminhados para adoção responsável permanecem sob seus cuidados. Ativistas apontam que clínica móvel ajudaria a desafogar atendimentos veterinários em Angatuba (SP) Angelica Teresa Venâncio Aires Segundo Angelica, ela mantém o trabalho por meio de doações, rifas, bazares e venda de alimentos. O marido também ajuda nos cuidados e trabalha com serviços gerais para complementar a renda da família. “Faço adoção dos resgatados que consigo, todos animais vacinados, castrados, com antiparasitários e vermífugo. Todos têm seu devido espaço, tenho um cachorro paraplégico que depende de mim 24 horas por dia, usa fralda, faz quatro anos que cuido dele como um filho”, relata. A ativista ressaltou, porém, que recebe apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, principalmente em atendimentos veterinários e castrações, mas lamenta que o espaço que poderia oferecer suporte aos ativistas e às famílias em situação de vulnerabilidade ainda não esteja funcionando. “Eu sempre tive e tenho suporte da Secretaria do Meio Ambiente quanto a atendimento veterinário e castrações. As veterinárias da Prefeitura prestam um excelente atendimento. Porém, o Pet Contêiner veio com promessa de ampliar o atendimento veterinário e se encontra fechado até a data de hoje, sem funcionamento. A promessa seria de exames aos animais, vacinas, consultas”, finaliza a ativista. Unidade castramóvel de Angatuba (SP) Reprodução/TV TEM 'Faltam coisas básicas' Outra moradora de Angatuba que auxilia animais em situação de rua, e que preferiu não se identificar, afirmou à reportagem que a estrutura oferecida pelo município não é suficiente para atender toda a demanda. Segundo ela, há fila de espera para consultas, castrações e outros serviços veterinários. “Por mais que as veterinárias tenham boa vontade, falta estrutura, faltam coisas básicas. Eu acho que a causa animal aqui em Angatuba, e digo na região, nos bairros Bom Retiro, Faxinal, o Rechã, que pertence a Itapetininga, é muito difícil. Quem é envolvido na causa sofre muito, sabe? E, sem falar, uma das coisas que nos limita é a questão financeira, porque nós que atuamos na causa não vencemos financeiramente salvar tudo que aparece”, desabafa. Para a ativista, além da ampliação do atendimento veterinário, o município precisa oferecer um espaço de passagem para animais resgatados. "É fundamental e necessário que o município disponibilize algum lugar que seja de passagem para o resgate de animais. Muitas vezes não conseguimos socorrer um animal por não ter onde colocá-lo. E aí, claro, investir em campanhas de adoção e conscientização. Desde que eu estou aqui na região, não vi este tipo de campanha aqui", afirma. Maria de Lurdes, ativista da causa animal, também avalia que a estrutura atual oferecida pelo município não é suficiente para atender à procura. “Temos vários protetores que, mesmo com muita dificuldade, conseguem fazer alguma coisa, sem ajuda de ninguém. Temos um castramóvel que faz pouquíssimas castrações, a fila é enorme. Quando precisa castrar algum animal de rua, não tem vaga, temos que pagar do bolso ou fazer rifas. Tem um canil municipal que não pode recolher animal, pois já tem um ‘número grande’, dizem eles”, detalha. Para a ativista, a unidade poderia ser especialmente importante para atender animais que precisam de cuidados veterinários urgentes e cujos tutores não têm condições financeiras de arcar com os custos. “Se for para atender o que precisa, na hora que precisamos, será super bom, pois os custos com os veterinários são muito altos. Muitas vezes, eles têm doenças fáceis de ser curadas, mas o dono não tem condições de procurar um veterinário e o animal morre sem poder fazer nada”, completa. O que diz o governo Em nota, o governo estadual, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), informou que o Pet Contêiner de Angatuba foi entregue ao município em 29 de janeiro de 2026, com investimento de R$ 255.860,85, considerando a estrutura e a equipagem da unidade. Segundo a Semil, o espaço está na etapa final de equipagem, com a aquisição e a instalação de equipamentos complementares previstas para o próximo mês. A conclusão dessa fase permitirá o início da operação da unidade. A pasta, no entanto, não informou o motivo da demora para o início dos atendimentos nem apresentou uma data para a inauguração e o efetivo funcionamento do espaço. Após a entrega da estrutura e dos equipamentos pelo Estado, a administração, o funcionamento, a manutenção e o custeio da unidade ficam sob responsabilidade do município. A Prefeitura também define os critérios de atendimento e a forma de contratação dos profissionais que atuarão no local. A operação da unidade é custeada pelo município, sem previsão de repasse mensal de recursos pelo Estado. A Semil acompanha a execução do programa por meio dos relatórios de atividades encaminhados pelas prefeituras e de fiscalizações no local. O g1 também entrou em contato com a Prefeitura de Angatuba para questionar sobre a previsão para o início dos atendimentos na unidade móvel, mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem. Pet Contêiner entregue em janeiro ainda não atende animais em Angatuba (SP) por falta de equipamentos Angelica Teresa Venâncio Aires Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

FONTE: https://g1.globo.com/sp/itapetininga-regiao/noticia/2026/08/19/com-investimento-de-r-255-mil-clinica-veterinaria-movel-segue-parada-sem-equipamentos-em-angatuba.ghtml


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