Caminhoneiro de Itapetininga deixa Argentina após 31 dias retido por nevasca e chega ao Chile

  • 19/08/2026
(Foto: Reprodução)
Nevasca deixa caminhoneiro de Itapetininga retido em posto aduaneiro na Argentina Após ficar 31 dias retido em um posto aduaneiro de Uspallata, na Argentina, por causa da forte nevasca que atingiu a região, o caminhoneiro Orlando Martins, de Itapetininga (SP), conseguiu seguir viagem e chegou ao Chile na segunda-feira (17). Orlando Martins saiu do Araguaína, cidade a 200 quilômetros da capital do Tocantins, carregando cerca de 25 toneladas de carne em sua carreta. Ele seguia em direção a Santiago, no Chile, onde descarregaria a encomenda. No entanto, foi surpreendido pela nevasca. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp "A rota de exportação do Chile está parada desde o dia 13 [de julho]. A maioria dos caminhoneiros está parado neste posto aduaneiro, onde faz a documentação para seguir viagem. Eu cheguei aqui no dia 16, quando tudo já estava fechado", relatou ao g1. Orlando deixou o posto aduaneiro argentino após a liberação dos caminhões, a partir das 17h de segunda-feira. Ele seguiu pela Cordilheira dos Andes e chegou à aduana chilena, na região de Los Andes, onde permanece aguardando os trâmites para seguir até o cliente e entregar a carga de cerca de 25 toneladas de carne. "Eu estou com essa carga ainda, que eu tô programando pra levar para Santiago [no Chile] pra descarregar. Estou aguardando uma liberação aqui pra chegar até o cliente. É que a gente sai de lá da Argentina, passa pela aduana chilena, aqui nos cidades de Los Andes. Aí daqui a gente vai pro cliente que a gente vai descarregar", explicou Orlando. Segundo Orlando, mais de 2 mil caminhões estavam retidos na região por causa das condições climáticas. Durante a saída, ele e outros motoristas chegaram a passar a noite na estrada, em meio à Cordilheira dos Andes, sob temperaturas que chegaram a -10 °C. “A gente dormiu na cordilheira, na pista mesmo, mas foi bom que adiantou esse caminho", relatou. ‘Dormimos na pista’: caminhoneiro de Itapetininga (SP) deixa Argentina após 31 dias retido por nevasca Orlando Martins Enquanto aguarda, Orlando diz que a situação no Chile está tranquila. Segundo ele, a temperatura estava em torno de 17 °C no local onde se encontrava. As fotos enviadas por ele mostram a situação enfrentada durante a travessia da Cordilheira, quando precisou dormir na estrada com outros caminhoneiros. Segundo Orlando, as imagens foram registradas nesta terça-feira (18), quando os motoristas ficaram parados na região sob temperaturas entre -7 °C e -10 °C. Orlando teme novo bloqueio na Cordilheira que pode alterar rota de volta ao Brasil Orlando Martins Caminhoneiro conseguiu deixar a Argentina e chegou ao Chile com carga de 25 toneladas Orlando Martins Apesar de ter conseguido deixar a Argentina, o caminhoneiro ainda não sabe quando conseguirá concluir a viagem. De acordo com ele, há previsão de um novo fechamento da Cordilheira a partir desta quinta-feira (20). Orlando está programado para descarregar a carga e, caso não consiga passar pela região antes de um eventual novo bloqueio, a transportadora poderá avaliar uma rota alternativa pelo sul do Chile. "Talvez eles liberem pra andar pelo sul do Chile, que é lá pelo Pino Hachado. Talvez eles liberem por lá", avaliou o caminhoneiro. Alimentação Orlando está há quase um mês na Argentina Arquivo pessoal Durante os 31 dias em que permaneceu retido em Uspallata, Orlando relatou dificuldades com alimentação e acesso a banho. Segundo ele, a situação não foi solucionada e os caminhoneiros continuaram recebendo apenas sopa. “Ficou a mesma coisa, não resolveram nada. Só continuaram dando a sopinha mesmo lá”, afirmou. Nevasca atingiu Argentina há cerca de um mês Arquivo pessoal Apesar das dificuldades, o caminhoneiro destacou que recebeu orientações das autoridades argentinas durante o período de retenção, principalmente sobre as condições da estrada e a previsão de liberação da passagem. “Na Argentina, o pessoal deu um apoio bom para o motorista. Estava sempre orientando, os jornais orientando o que ia acontecer”, contou. Já no Chile, segundo Orlando, não houve necessidade de assistência até o momento, pois a principal pendência é a liberação da documentação para que os caminhões possam seguir aos destinos finais. Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

FONTE: https://g1.globo.com/sp/itapetininga-regiao/noticia/2026/08/19/caminhoneiro-de-itapetininga-deixa-argentina-apos-31-dias-retido-por-nevasca-e-chega-ao-chile.ghtml


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