Câmera de policial registra prisão e confissão de programador em ação contra rede de exploração infantil: 'Às vezes eu baixo'
08/10/2026
(Foto: Reprodução) Pastor e programador são presos suspeitos de integrar grupo de exploração sexual infantil
A câmera corporal de um policial civil registrou o exato momento em que o programador é preso em uma operação contra um grupo internacional suspeito de comercialização de imagens de abuso e exploração sexual infantil na manhã desta quinta-feira (6) em Santa Fé do Sul (SP). No vídeo, o investigado confessou o crime.
Pela imagem, é possível ver o momento em que os policiais civis, que estão armados, anunciam a chegada à casa de Anderson de Oliveira Furtilho, de 48 anos, e arrombam o portão da frente e a porta para entrar. O homem, que está nu, é encontrado pela polícia no quarto. A defesa de Anderson não havia sido localizada pelo g1 até a última atualização desta reportagem.
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Anderson de Oliveira Furtilho foi preso na operação da polícia contra exploração sexual infantil em Santa Fé do Sul (SP)
Reprodução/C
O policial, então, questiona Anderson sobre o crime: “Você está compartilhando, não está?”. E o suspeito responde: “Não, compartilhando não”. Na sequência, o agente retoma a pergunta: “Mas, está baixando?”. Então, o programador confessa o crime: “Sim, às vezes eu baixo”.
Em Rio Preto, o pastor José Genivaldo Vasconcelos, de 48 anos, foi preso no bairro Jardim Maria Lúcia e levado para a delegacia junto com materiais apreendidos pelas equipes. Agentes também cumpriram ordens judiciais no bairro Jardim Tarraf.
O g1 tenta contato com o advogado de defesa do pastor.
Anderson de Oliveira Furtilho foi preso em Santa Fé do Sul (SP)
Reprodução/Facebook
Operação
Além dos presos em flagrante, entre os alvos investigados no noroeste paulista está um policial penal em Votuporanga. A polícia também cumpriu três mandados de busca e apreensão em Votuporanga, e um em Santa Fé do Sul (SP).
A operação é desdobramento de uma investigação internacional que conta com o apoio da Interpol e ocorre por etapas em países da Europa, Ásia e América Latina. A polícia estima que mais de 250 pessoas façam parte do grupo.
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De acordo com as investigações, os envolvidos vendiam os conteúdos em comunidades virtuais por valores que chegavam a R$ 100 mil. Para chegar aos alvos regionais, a polícia analisou cerca de 60 GB de arquivos digitais.
Os investigados devem responder por crimes contra a dignidade sexual e abuso infantil.
Homem é preso suspeito de integrar grupo internacional de venda de imagens de abuso sexual infantil em São José do Rio Preto (SP)
Reprodução/TV TEM
Polícia cumpre mandados em operação contra exploração sexual infantil no noroeste de SP
Polícia Civil/Divulgação
Operação contra exploração sexual infantil cumpre mandados no noroeste de SP
Polícia Civil/Divulgação
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