Alunos de Boituva unem arqueologia e tecnologia em projeto para competição internacional de robótica: 'Representar o país', diz participante

  • 25/05/2026
(Foto: Reprodução)
Estudantes de Boituva levam projeto tecnológico para competição na Califórnia Um projeto considerado inovador, desenvolvido por estudantes de Boituva (SP), será apresentado em uma competição de robótica internacional, nos Estados Unidos. O grupo embarca nesta segunda-feira (25) para a Califórnia, onde ocorrerá a competição, entre os dias 29 de maio e 1° de junho. Entre programações, testes e reuniões, a rotina da equipe mudou muito nos últimos meses. Os encontros ficaram mais frequentes e, neles, as simulações de apresentação passaram a fazer cada vez mais parte da preparação dos estudantes. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Cibeli Lima, que é estudante e integrante do grupo que viajará para o exterior, afirma que equilibrar o desenvolvimento acadêmico com o aprimoramento na robótica é essencial. Os aprendizados, apesar de diferentes em cada área, são importantes de forma equivalente. "Na robótica, nós desenvolvemos muitas questões de soft skills, processos de engenharia e habilidades que nem imaginaria aprender um dia. Só que nunca podemos deixar de aprender, de forma acadêmica, dentro do ambiente escolar. Isso é essencial, porque ambos são muito importantes para nós como pessoas e profissionais do futuro", destaca. Estudantes irão para uma competição na Califórnia Reprodução/TV TEM O projeto, chamado Filo, foi desenvolvido pelo grupo com o intuito de ajudar na preservação de sítios arqueológicos, durante o período de pausa nas escavações. A proposta funciona como uma cobertura, capaz de proteger os itens de mudanças no clima, umidade e impactos da chuva. O estudante Jorge Henrique Piqueira explica que o robô desenvolvido pela equipe funciona como se fosse uma tampa, garantindo, assim, que o sistema ecológico não seja alterado devido às condições climáticas. "O Filo entra em ação e tampa as cavidades. Serve para que a umidade não seja retida para mudar o sistema ecologicamente, tanto quanto ao calor, que, devido ao pó da fibra de coco, acaba sendo retido. Assim, conseguimos manter um ecossistema agradável para que os artefatos não sejam lavados e nem percam suas informações devido à degradação", conta. Apesar da tecnologia e da preservação histórica parecerem tópicos muito distantes, foi exatamente essa conexão que colocou os estudantes de Boituva entre os classificados para o Open da Califórnia. Segundo o coordenador das equipes, Filipe Escalise, o projeto já foi validado por nove universidades renomadas dos Estados Unidos. "O Filo foi aprovado pelas Ivy Leagues. Eles fizeram reuniões com o pessoal da Austrália, da Espanha. Quando você vê doutores e arqueólogos aprovando o projeto, eu penso que é uma equipe que realmente atingiu o objetivo dela, ou seja, trazer inovação ao resolver problemas", destaca. Estudantes irão para uma competição na Califórnia Reprodução/TV TEM O trabalho, segundo a integrante Theodora Vilela, está sendo desenvolvido há muito tempo. O Filo representa, além de uma realização coletiva, uma chance de representar todo o país em um campeonato tão importante na área da robótica. "Temos integrantes que estão há cinco anos competindo na nossa competição. Foi um sonho coletivo nosso que sentimos muita gratidão e felicidade. Um trabalho muito árduo que envolveu muitas pessoas. Estamos felizes de representar não apenas Boituva, mas o Brasil e todo mundo que apoiou a gente", celebra. Para transformar a ideia em uma solução viável, a equipe passou meses pesquisando materiais, criando protótipos e realizando testes. De acordo com Theodora, foram várias versões desenvolvidas até chegar ao modelo atual. Estudantes irão para uma competição na Califórnia Reprodução/TV TEM "Enviamos nossa proposta de projeto para vários especialistas em arqueologia ao redor do mundo, e a primeira resposta que recebemos foi de uma professora da Universidade Nacional da Austrália, que demonstrou interesse em conhecer mais. Ficamos muito felizes de cruzarmos continentes e oceanos por meio do nosso projeto", comemora. O contato com a tecnologia e a robótica começa ainda nos primeiros anos escolares. Daniela Righetto, gerente regional do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), conta que a instituição possui um investimento significativo na área, justamente com o intuito de trazer novas experiências aos alunos. "Aqueles que acabam se destacando nas aulas acabam formando a equipe de robótica, compondo o time. Com isso, eles acabam participando de competições locais, estaduais e nacionais, conseguindo vagas para participar nas internacionais", pontua. LEIA TAMBÉM: Justiça derruba regra que estabelecia limite de idade para ingresso no Conservatório de Tatuí Estudante ganha celular após colegas e professores fazerem 'vaquinha' no interior de SP: 'Vai ficar na história da minha vida' 'Cãovocação': campanha inspirada na Copa do Mundo busca lar para cães de canil no interior de SP Agora, além dos ajustes técnicos no projeto, os estudantes também intensificam a preparação para a viagem internacional. No treinamento, também está o aprimoramento no inglês, para poder entender e se comunicar melhor nos Estados Unidos. "Temos que aprimorar os nossos materiais visuais e, também, treinar a parte do inglês. Nossa apresentação tem 30 minutos e é feita totalmente em inglês, tanto com a gente falando, quanto com os juízes perguntando para nós sobre o projeto", finaliza João Pedro. Estudantes irão para uma competição na Califórnia Reprodução/TV TEM Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

FONTE: https://g1.globo.com/sp/itapetininga-regiao/noticia/2026/05/25/alunos-de-boituva-unem-arqueologia-e-tecnologia-em-projeto-para-competicao-internacional-de-robotica-representar-o-pais-diz-participante.ghtml


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