Air Canada amplia conexões e fortalece relações entre Brasil e Canadá

  • 19/06/2026
(Foto: Reprodução)
Giancarlo Takegawa, Diretor-Geral da Air Canada Brasil e Conselheiro da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC). Crédito: Arquivo Pessoal A relação entre Brasil e Canadá vive um momento de expansão acelerada, impulsionada pelo crescimento econômico, pelo aumento da mobilidade internacional e pelo fortalecimento da conectividade aérea entre os dois países. Em 2024, o comércio bilateral de mercadorias somou US$ 12,7 bilhões, número que consolida o Brasil como o principal parceiro comercial do Canadá na América do Sul, segundo dados do Global Affairs Canada e Destination Canada. Os investimentos seguem na mesma trajetória: o estoque de capital canadense aplicado no Brasil chegou a US$ 19,8 bilhões, enquanto os investimentos brasileiros no Canadá somam US$ 15,9 bilhões, conforme o órgão governamental canadense. A aproximação entre os dois países também se reflete na presença de pessoas. De acordo com a Immigration, Refugees and Citizenship Canada (IRCC), cerca de 143,5 mil brasileiros vivem atualmente em território canadense, e mais de 12,7 mil estudantes brasileiros possuem permissões de estudo de longa duração no país. Nesse cenário, a aviação assume um papel que vai muito além do transporte de passageiros: torna-se uma peça-chave para impulsionar comércio, investimentos, intercâmbios acadêmicos e turismo entre as duas nações. A Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC) acompanha de perto esse movimento, monitorando o avanço das oportunidades de negócios entre os dois mercados. Giancarlo Takegawa, Diretor-Geral da Air Canada Brasil e Conselheiro da CCBC, explica como a conectividade aérea tem sustentado essa aproximação, A companhia é a única a operar voos diretos entre Brasil e Canadá durante o ano inteiro, posição que coloca Takegawa em um observatório privilegiado das transformações que vêm redesenhando essa relação bilateral. Mercado estratégico A relevância do Brasil dentro da estratégia da companhia na América Latina é um ponto de destaque para Giancarlo Takegawa. Segundo ele, o país reúne características que o tornam um parceiro natural para o Canadá: economia diversificada, relacionamento comercial consolidado e uma população que demonstra interesse crescente pelo destino canadense. Esse interesse não é apenas percepção. Há 13 anos consecutivos o Canadá lidera o ranking de destino mais procurado pelos estudantes brasileiros, de acordo com a pesquisa anual da Belta (Brazilian Educational & Language Travel Association). "O Brasil representa uma ponte fundamental entre dois países que compartilham valores como diversidade, inovação e desenvolvimento sustentável", afirma o executivo, que também destaca o crescimento do interesse brasileiro por turismo, negócios e viagens para visitar familiares e amigos no Canadá. Para ele, a operação da companhia no país "tem um papel que vai além de conectar passageiros: ela fortalece relações econômicas, culturais e institucionais entre os dois mercados". Mais do que conectar passageiros, a Air Canada fortalece relações econômicas, culturais e institucionais entre Brasil e Canadá. Crédito: Air Canada Novo perfil do viajante brasileiro Desde a retomada das viagens internacionais, a Air Canada observou não apenas uma recuperação da demanda brasileira, mas uma mudança de comportamento. "Vimos uma transformação no comportamento do viajante. O brasileiro voltou a viajar com um perfil mais diversificado e com maior interesse por experiências completas", explica Takegawa. Hoje, os principais motores da demanda são o intercâmbio, a educação, as viagens corporativas, as visitas a familiares e amigos e as viagens combinadas com outros destinos. O turismo, no entanto, vem ganhando força de forma consistente e, segundo o executivo, deve se tornar uma das maiores frentes de demanda, à medida que o viajante brasileiro passa a explorar diferentes regiões do território canadense aproveitando a malha aérea da companhia. O executivo também nota uma mudança no perfil desse passageiro: mais informado e mais exigente. "Vemos um viajante mais informado, que busca qualidade, segurança, conforto e uma experiência integrada desde o planejamento até o desembarque no destino e em seu retorno para o Brasil", diz. E reforça: "Nessa jornada nossa prioridade número um é a segurança, sempre!" Para além de Toronto, Montreal e Vancouver Os grandes centros urbanos canadenses continuam sendo a principal porta de entrada dos brasileiros, mas o interesse por experiências fora do eixo tradicional tem crescido de forma expressiva. Segundo Takegawa, destinos como Whitehorse, no Yukon, e Yellowknife, nos Territórios do Noroeste, vêm ganhando espaço entre os brasileiros interessados em observar a aurora boreal, um fenômeno que, segundo ele, pode ser vivido ali "por valores e condições melhores que em outros países mais conhecidos do brasileiro para este tipo de experiência", já que o dólar canadense costuma ser de 30% a 40% mais barato que o dólar americano. Experiências como a aurora boreal no Canadá podem ser vivenciadas por valores e condições melhores que em outros países. Crédito: Global Tourisme Na educação, o Canadá segue na liderança entre os brasileiros que buscam cursos, universidades e programas de aperfeiçoamento. Já no segmento corporativo, a conectividade direta entre os dois países facilita negócios em setores como tecnologia, energia, mineração, inovação e comércio internacional, um fluxo que, segundo o executivo, tem se intensificado também no sentido inverso, com mais produtos brasileiros chegando ao mercado canadense. Em relação aos fatores que explicam esse crescimento de interesse, Takegawa aponta uma combinação entre atributos do país e a percepção que os brasileiros têm dele: "O Canadá possui atributos que conversam muito com o perfil do brasileiro atual: segurança, diversidade cultural, excelente infraestrutura, educação de qualidade e uma grande oferta de experiências." Ele lembra ainda que basta caminhar pelas ruas de Toronto, Montreal ou Vancouver para perceber a diversidade cultural do país, refletida nos diferentes idiomas falados por imigrantes de todas as partes do mundo, brasileiros incluídos. Províncias como Alberta e Quebec também vêm chamando a atenção dos viajantes brasileiros. A primeira pelos parques nacionais e paisagens icônicas, a segunda pelo patrimônio cultural e pela experiência francófona. Conectividade aérea como motor econômico Para Takegawa, a conectividade aérea não é apenas um serviço de transporte, mas uma infraestrutura essencial para o relacionamento entre países. Segundo ele, quando um passageiro tem acesso a uma operação eficiente, com boas conexões dentro do Canadá e para outros mercados internacionais, o destino se torna ainda mais acessível. "Comércio, investimentos, turismo e intercâmbio de conhecimento dependem de pessoas circulando", resume. Na visão do executivo, cada voo da companhia carrega mais do que passageiros: carrega oportunidades. "Empresários participando de reuniões, estudantes iniciando novas jornadas, investidores avaliando mercados e famílias mantendo seus vínculos", descreve. A partir de seus hubs no Canadá, especialmente Toronto e Montreal, a Air Canada conecta o Brasil não apenas ao território canadense, mas também a destinos na Ásia, Europa e Estados Unidos, com stopover gratuito em Montreal e Toronto. No caso das rotas para os Estados Unidos, a companhia oferece um diferencial operacional: o processo de imigração é feito ainda em solo canadense, com chegada em terminais domésticos americanos, o que agiliza a viagem do passageiro. Essa malha aérea ampla tem se mostrado especialmente relevante para o mercado corporativo. "Empresas brasileiras com negócios no Canadá, multinacionais, universidades e instituições precisam de uma conectividade confiável", afirma Takegawa, ao descrever como a companhia evoluiu de uma proposta puramente logística para um papel mais amplo. "O nosso negócio sempre foi sobre conexão. Expandimos nossa especialidade para ir além do transporte aéreo, conectando todo o ecossistema do nosso mercado. Atuamos como facilitadores de oportunidades, aproximando diferentes públicos e gerando valor para todos os envolvidos." A partir de hubs em Toronto e Montreal, a Air Canada também conecta o Brasil a destinos na Ásia, Europa e Estados Unidos. Crédito: Air Canada Esse papel de facilitador se traduz em parcerias concretas: a companhia trabalha junto a instituições de ensino canadenses, conectando-as a agências de intercâmbio e diretamente aos estudantes brasileiros, além de apoiar a aproximação entre empresas e entidades governamentais dos dois países por meio de eventos, feiras e iniciativas conjuntas. No turismo, a atuação inclui parcerias com operadoras e agências de viagens brasileiras para promover experiências no Canadá. Como exemplo recente, Takegawa cita a participação de um grupo de 14 brasileiros no Rendez Vous Canada, em maio, a maior feira de turismo receptivo do país, metade do grupo também visitou o centro operacional da companhia em Toronto. "É importante conhecer o que existe por trás do que se vende, o suporte, a tecnologia e a inovação que vai além da marca", justifica o executivo, que cita ainda a participação da companhia no Extraordinário Canadá, consórcio que reúne esforços para fortalecer a presença do país no mercado brasileiro. Malha doméstica interliga o país Um dos diferenciais apontados por Takegawa é a robustez da malha aérea doméstica da Air Canada, que permite ao passageiro brasileiro seguir viagem com facilidade a partir dos grandes centros para outras regiões do país, das Montanhas Rochosas a regiões costeiras, cidades históricas e comunidades menores. "A conectividade interna transforma o Canadá em um destino com múltiplas possibilidades", resume. Parte dessa vantagem vem da flexibilidade da frota da companhia que utiliza, além de aeronaves com fuselagem estreita (um corredor), as aeronaves de fuselagem larga (dois corredores) mesmo em rotas domésticas, especialmente nos trajetos de costa a costa. Segundo o executivo, isso garante à Air Canada um diferencial competitivo raro: a oferta de uma experiência de cabine executiva com assentos totalmente reclináveis a 180º também em voos dentro do território canadense, permitindo, por exemplo, que um passageiro saia de São Paulo (GRU) rumo a Vancouver com conforto e tempo de voo otimizados. Nova cabine Signature Plus com o conceito Glowing Hearted Crédito: Air Canada A posição geográfica do Canadá também é citada como um trunfo estratégico: pela costa do Atlântico, o país conecta com facilidade a Europa, a África, o Oriente Médio, a Índia e a América Central e do Sul; pela costa do Pacífico, dá acesso à Ásia, à Oceania e também à América Central. Copa do Mundo de 2026 como vitrine Com a Copa do Mundo FIFA 2026 que tem o Canadá como uma das sedes, juntamente com Estados Unidos e México, a expectativa é de um fluxo ainda maior de visitantes internacionais. Para Takegawa, grandes eventos como esse funcionam como catalisadores de demanda e ajudam a apresentar o país a novos públicos. "A Air Canada está preparada para apoiar esse movimento por meio da sua malha aérea, capacidade operacional e conectividade", afirma, acrescentando que o momento é uma oportunidade não apenas esportiva, mas também para reforçar a imagem do Canadá como destino turístico, acadêmico e de negócios. Tecnologia e personalização a bordo A evolução do perfil do viajante internacional, mais exigente, mais digital e mais conectado, também moldou os investimentos recentes da companhia. Segundo Takegawa, a Air Canada tem investido continuamente em tecnologia e ferramentas digitais para tornar a jornada do passageiro mais simples e personalizada, da compra da passagem ao retorno para casa. Um exemplo é o aplicativo da companhia, que permite ao passageiro acompanhar em tempo real toda a trajetória da bagagem despachada, desde o check-in até a indicação da esteira de retirada no destino, além de oferecer atualizações sobre horários de voo e portões de embarque. Em casos de cancelamento, o app também elimina a necessidade de filas em balcões de atendimento: vouchers de transporte e hospedagem passam a ser disponibilizados diretamente pelo aplicativo. Takegawa destaca ainda o cuidado da companhia com o público brasileiro especificamente, citando atendimento em português a bordo e em terra, cardápio em português e ampla seleção de filmes dublados como parte da experiência de entretenimento. Outro diferencial é o suporte presencial oferecido nos mais de 50 aeroportos canadenses atendidos pela companhia. "Ao desembarcar o cliente encontra sempre um colaborador da empresa disponível para auxiliar, orientar e prestar todo o suporte necessário na chegada", explica, contrastando essa estrutura com viagens feitas via conexão em outros países, onde muitas vezes "não há sequer um balcão de atendimento disponível da cia aérea escolhida". No campo da modernização da frota, a companhia incorporou recentemente o Airbus A321 XLR, aeronave de fuselagem menor projetada para oferecer conforto equivalente ao de aeronaves de fuselagem larga, com 14 assentos na cabine executiva reclináveis a 180º e conectividade digital com wi-fi gratuito em voos na América do Norte para membros do programa de milhagem Aeroplan. A experiência premium também ganhou reforço com a Signature Suite, espaço de check-in e salas VIP que reproduz a experiência de um restaurante, com cardápio assinado por chefs canadenses renomados. Frotas modernizadas oferecem espaço, tecnologia a bordo e mais conforto ao passageiro do início ao fim da viagem. Crédito: Air Canada A sustentabilidade aparece como outra prioridade da companhia, que trabalha com uma meta de zerar suas emissões de carbono até 2050, por meio de eficiência operacional, inovação tecnológica e iniciativas voltadas ao futuro da aviação tanto no ar quanto em terra. Ao falar sobre os valores que orientam o posicionamento da companhia, Takegawa associa a identidade da Air Canada aos próprios atributos do Canadá. "Somos uma companhia canadense com uma visão global levando a bandeira canadense pelo mundo", afirma, citando o reconhecimento da Skytrax, que elegeu a Air Canada a melhor companhia aérea da América do Norte em 2025, em uma votação que reuniu 22 milhões de passageiros ao redor do mundo. Expansão de frota e novas rotas Quando o assunto é o futuro do mercado brasileiro, Takegawa afirma que existe um potencial enorme para a Air Canada continuar crescendo. Segundo ele, ainda há muito espaço a ser explorado, especialmente nas viagens de lazer, um movimento que, segundo o executivo, costuma se manifestar de forma simétrica entre os dois países, com brasileiros e canadenses interessados em conhecer e comparar atrações como as Cataratas do Iguaçu e as Cataratas do Niágara. Os números recentes reforçam essa avaliação. Em comparação com 2019, a Air Canada opera hoje cerca de 200 mil assentos anuais entre Brasil e Canadá, um aumento de 76 mil assentos, alta de 61%. Atualmente, a companhia mantém voos saindo de Guarulhos para Toronto e Montreal, além da operação sazonal de inverno entre Rio de Janeiro e Toronto, que teve início no final de outubro, um mês antes do que na temporada anterior. Os planos de expansão da frota também sustentam o otimismo da companhia em relação ao Brasil: até 2028, a Air Canada deve incorporar 90 novas aeronaves, incluindo 14 unidades do Boeing 787-10; até 2030, estão previstas mais oito aeronaves Airbus A350-1000, todas voltadas a operações de longa distância e com potencial direto de aplicação na rota brasileira. Sobre a possibilidade de novas frequências, rotas ou cidades emissoras, Takegawa explica que as decisões da companhia levam em conta não apenas a demanda do Brasil para o Canadá, mas também o fluxo no sentido inverso e o potencial de conexões além dos hubs em Toronto e Montreal. "A sustentabilidade de um voo está diretamente ligada ao equilíbrio de demanda entre os dois pontos, reduzindo a dependência de uma única origem e garantindo maior consistência na origem de receita", explica. O voo sazonal entre Rio de Janeiro e Toronto, segundo ele, ilustra bem essa lógica: atrai tanto o público canadense em busca do verão brasileiro quanto o brasileiro interessado no inverno canadense, além de ampliar a conectividade do Rio de Janeiro com cidades americanas como Nova York, Boston, Chicago, Washington e Detroit. O futuro da relação bilateral Ao projetar a próxima década da relação bilateral, Takegawa enxerga uma aproximação ainda maior entre Brasil e Canadá nas áreas de mobilidade, turismo, negócios e intercâmbio de pessoas. "Viagens não são apenas deslocamentos: são conexões humanas, oportunidades profissionais e troca de conhecimento", afirma. A crescente demanda por voos entre Brasil e Canadá faz da Air Canada um elemento essencial no fortalecimento dos laços bilaterais. Crédito: Air Canada No campo dos negócios, o executivo lembra que os dois países têm buscado diversificar suas parcerias comerciais para reduzir a dependência de poucos mercados, um movimento que inclui as negociações em curso entre o Canadá e o Mercosul, bloco do qual o Brasil faz parte, para a assinatura de um acordo de livre comércio. Na educação, o Canadá segue se destacando pela integridade acadêmica de suas instituições e pela consolidação de polos de tecnologia e inovação, sustentados por forte investimento governamental. "O Canadá está pronto para receber os brasileiros. É um país que combina oportunidades, diversidade, segurança e experiências únicas." O executivo fala também a partir de sua própria trajetória pessoal com o país, recordando a decisão da família de direcionar a formação superior dos filhos para instituições canadenses, uma escolha, segundo ele, motivada tanto pela qualidade acadêmica quanto pelas oportunidades futuras de desenvolvimento profissional e, eventualmente, de imigração. "Hoje, vemos na prática que esse planejamento está se concretizando com sucesso", conclui. Conheça mais Air Canada Brasil Air Canada no Canadá Extraordinário Canadá

FONTE: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/especial-publicitario/vbra-extraordinario-canada/noticia/2026/06/19/air-canada-amplia-conexoes-e-fortalece-relacoes-entre-brasil-e-canada.ghtml


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